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A Educomunicação

 

A revolução nas tecnologias de informação, aceleradas pela internet, implica mudanças radicais como os seres humanos dialogam, constroem conhecimento e transmitem experiências e valores. Saber lidar com a mídia significa, hoje, exercer direitos básicos: quem já fez um vídeo consegue de fato um olhar mais apurado sobre a qualidade da televisão, por exemplo.

 

As organizações que compõem a Rede CEP têm em comum o fato de realizarem projetos que envolvem crianças e adolescentes na produção de comunicação: elaboração de vídeos, blogs, jornais escolares e rádio.

 

Para a Rede CEP,  produzir comunicação (aprender fazendo) é a melhor metodologia para que estudantes exerçam seu direito de expressão, se envolvam diretamente nas questões escolares de forma democrática e, sobretudo, envolvam a escola nas questões comunitárias que hoje também fazem parte da educação, mesmo que não-formal.

 

É abrangendo toda essa complexa realidade de participação que o termo Educomunicação foi cunhado pelo educador colombiano Jesus Martín-Barbero. 

 

Celestín Freinet já despertava a escola para a importância do trabalho com jornais no começo do século passado (a “imprensa escolar” e a correspondência entre as escolas). No Brasil, a Igreja Católica deu nova cara à prática educomunicativa nos anos 50, seguida pelos movimentos sindicais dos anos 60: a educomunicação passa a atuar como campo de intervenção social.

 

A Rede CEP agrega desde organizações que herdaram diretamente a educomunicação dos movimentos de base até aquelas que iniciaram suas atividade nos anos 90, com o foco direto nas novas mídias. Há alguns anos, essas ONGs dialogam com o poder público e começam a colocar a Educomunicação como uma preocupação das políticas educacionais nacionais. Suas experiências extrapolam o campo local para ganhar escala – o papel fundamental da Rede CEP.

 

Educomunicação, mídia-educação ou alfabetização para a mídia; menos importa o termo cunhado e, sim, sua verdadeira função: construir novos ecossistemas comunicativos (toda a comunicação de uma escola ou comunidade, como define Barbero), incluindo no novo modelo a participação direta de estudantes.

 

O “P” da Rede CEP é a carecterística mais importante que a Comunicação (“C”) e a Educação (“E”) devem levar em suas experiências.

 

 

 

 

 

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